sexta-feira, 13 de março de 2009

Especial da Sociedade Lineana sobre Darwin e Wallace



Capa do número especial



No ano passado comemoramos 150 da leitura perante a Sociedade Lineana de um texto que é pouco conhecido pelo público em geral. Ele reunia o artigo de Alfred Wallace "Sobre a tendência das variedades a afastarem-se indefinidamente do tipo original", techos do "A Origem das espécies" de Darwin e uma carta de Darwin a Asa Gray (botânico norte-americano) de 1857 comprovando que as conclusões de Wallace e Darwin sobre a origem das espécies foram feitas de forma independente. A leitura deste texto por Charles Lyell e JD Hooker foi realmente um marco histórico.

Em comemoração aos 150 anos da Teoria da evolução de Darwin e Wallace a mesma Sociedade Lineana preparou um número especial que está disponível de forma gratuita (clique aqui para baixar o pdf). Além do texto original lido perante a sociedade há 150 anos atrás, temos uma reunião de vários artigos sobre a vida e obra de Wallace e Darwin. Particularmente interessante são os artigos relacionados a Wallace, sempre bem vindos em uma situação de certa escassez de material sobre este grande naturalista. Este realmente não é apenas mais um especial lançado este ano sobre Darwin. Vale a pena a leitura completa.


terça-feira, 10 de março de 2009

Porque Darwin não descobriu as leis de Mendel?



Robin Marantz Henig (2001). O monge no jardim. Editora Rocco.


Definitivamente a hereditariedade é um conceito que Darwin nunca entendeu corretamente. E não podemos dizer que as tentativas foram poucas. Dois volumes inteiros publicados em 1868 foram dedicados a isso, sob o nome de "A variação dos animais e plantas sob domesticação", além de vários experimentos feitos na sua casa em Down (sua última residência) sobre este mesmo tema.

Praticamente ao mesmo tempo, Gregor Mendel, um monge da Morávia (região central da República Tcheca), desenvolveu um trabalho com ervilhas no jardim de seu mosteiro. Seu trabalho foi lido para a Sociedade de História Natural de Brunn em 1865, mas não teve o que podemos chamar de "sucesso". Em 1884, o considerado atualmente como pai da genética, morreu sozinho e desiludido. Apenas 16 anos depois de sua morte e 35 anos depois da publicação de seu trabalho, o legado de Mendel foi finalmente redescoberto, de forma independente por vários cientistas. Hoje devido a velocidade de publicação e disseminação de artigos científicos via internet, a ideia de que um trabalho científico de tamanha importância como o de Mendel para a teoria da evolução passou despercebido por Darwin é realmente inconcebível. Mas pensando em uma época onde a forma mais comum de disseminação de artigos científicos era a leitura dos mesmos em reuniões de sociedades científicas, podemos compreender melhor este lag. Mas será que Darwin poderia ter descoberto as leis Mendel sobre hereditariedade de forma independente? Em um artigo publicado no periódico Journal of Biology, Jonathan C. Howard discute esta questão. O artigo é aberto, sendo apenas necessário o cadastro no sítio do periódico para baixar o pdf.

Darwin poderia ter sido um mendeliano, mas temos que reconhecer que o monge tinha uma certa vantagem nas ciências exatas. Mendel tinha conhecimentos profundos de matemática, estatística e probabilidade, algo que Darwin não dominava, fato revelado por ele mesmo em sua autobiografia. Mas esta situação não impediu que Darwin tivesse uma grande importância no avanço da estatística.


"Nos três anos que passei em Cambridge, meu tempo foi tão completamente desperdiçado, no que diz respeito aos estudos acadêmicos, quanto em Edimburgo e na escola. Experimentei a matemática (...) mas meus progressos foram lentos. O trabalho me repugnava, principalmente por eu não conseguir perceber nenhum sentido nos primeiros passos de álgebra. Essa impaciência foi uma grande tolice. Em anos posteriores, lamentei não ter seguido adiante, pelo menos o suficiente para compreender um pouco os princípios centrais da matemática, pois os homens assim dotados parecem ter um sentido a mais. Entretanto, não creio que conseguisse ultrapassar um grau muito baixo."
Charles Darwin. Autobiografia. Página 50.


Mesmo assim, o jardim de Down era muito utilizado para experimentos de todo o tipo, com características bem semelhantes do jardim utilizado por Mendel. Desta forma, outro fatores pesaram mais para que Darwin não tivesse fechado de forma mais coerente os aspectos relacionados a herança. A certeza de que a teoria da pangênese estava correta era uma delas. Darwin era um fã incondicional da "Hipótese provisória da pangênese", teoria de aspectos lamarckistas onde todas as características de um organismos estariam representadas em "gêmulas". Estas seriam modificadas ao longo da vida e posteriormente misturadas durante a reprodução sexuada. A pangênese era bem aceita na época e não foi questionada pelos evolucionistas até então.

Mesmo realizando vários experimentos onde conclusões poderiam ser obtidas em direção as leis mendelianas, Darwin nunca chegou perto de questionar a hipótese da pangênese. Como Jonathan Howard descreveu no seu artigo "(...) se Darwin falhou em descobrir as leis de Mendel, não foi porque ele carecia de genialidade ou talentos matemáticos ou mentalidade experimental, mas particularmente por causa da forte tendência do que ele já possuía". Charles Darwin não chegou a uma conclusão correta sobre o mecanismo chave da teoria da evolução por estar plenamente convencido de que a pangênese era a hipótese mais correta.


"Tanto como é me dado julgar, não tenho a tendência de seguir cegamente a opinião de outros homens. Tenho feito um esforço sistemático de manter minha mente livre, de modo a abandonar qualquer hipótese , por mais amada que seja (...), tão logo os fatos revelem opor-se a elas. (...) não sou muito cético, mentalidade que creio ser prejudicial ao progresso da ciência; para evitar perda de tempo, um cientista deve ter boa dose de ceticismo. Porém, conheci muitos homens que foram impedidos pelo ceticismo de fazerem experimentos ou observações que poderiam ter-se revelado úteis, direta ou indiretamente."

Charles Darwin. Autobiografia. Páginas 123-124.



Talvez se Darwin estivesse aberto a outros aspectos e fosse menos dogmático em relação a pangênese, ele pudesse ter descoberto as leis de mendel. Será que faltou um pouco mais de ceticismo a Darwin?


Referências:

Charles Darwin (2000). Autobiografia 1809-1882. Editora Contraponto.
Jonathan C Howard (2009). Why didn't Darwin discover Mendel's laws? Journal of Biology, 8:15.

Leia os posts de outros blogs que comentaram o artigo:
Greg Laden´s Blog
Origins

segunda-feira, 9 de março de 2009

Quer salvar o planeta? Não tenha filhos!

Caros amigos, com um artigo recomendado pelo Luiz, pode-se confirmar com mais base o que era discutido no post "O conselho mais brilhante que já vi". Nos últimos anos, vimos em vários sites e blogs ambientalistas calculadoras de carbono. O que é isso? São programas que estimam as emissões de CO2 de suas atividades cotidianas, por exemplo, quantas toneladas de carbono você gera indo de carro todo dia para o seu trabalho.

Um trabalho que saiu recentemente na conceituada revista científica Global Environmental Change aborda este tema de emissões individuais de carbono de uma maneira nova. Muito mais do que ir ou não de carro para o trabalho (obs. quero ver esses ambientalistas indo de bicicleta para o trabalho aqui no Rio de Janeiro, sob calor de 40 graus!), ou quantas vezes você viaja de avião por ano, etc, etc e etc... O fator primordial de suas emissões individuais é ter ou não filhos! Isso mesmo, é você deixar ou não descendentes.

O cálculo é um pouco complexo e leva em consideração o tempo de vida de uma linhagem, isto é, o tempo de vida de uma árvore que começa com uma fêmea (fêmea inicial) até o término desta árvore com a morte da última fêmea com algum grau de parentesco (por mais distante que seja) com a fêmea inicial. Além disso, esses cálculos foram realizados para os 11 países mais populosos do mundo, levando em consideração suas taxas de fertilidade feminina, suas expectativas de vida e quantos anos cada descendente gerado acrescenta a sobrevivência do legado da fêmea inicial. Após isso, com a emissão per capta de CO2 de cada país, integra-se a quantidade de descendentes gerados com o tempo de vida daquela árvore. Com isso, chega-se ao total de CO2 produzido pela fêmea inicial e pelo seu legado, isto é, os indivíduos com algum grau de parentesco (filhos, netos, bisnetos.... e assim por diante). Estes cálculos são analisados em três cenários relativos a quantidade de CO2 emitido por cada país: constante, pessimista e otimista. Todos baseados em dados do relatório do IPCC, por exemplo, no pessimista, a taxa de emissão de CO2 por pessoas aumenta 1,5X entre 2005 e 2100.

Mas vamos ao que realmente interessa: os resultados finais! Olhem a tabela abaixo:


Observem na primeira coluna os países analisados, na segunda coluna a emissão per capta, na terceira coluna a emissão da ancestral (fêmea inicial) durante sua vida toda no cenário constante (entre parênteses os cenários otimista e pessimista) e na quarta coluna o quanto é adicionado nas emissões de uma pessoas a cada filho que ela tem (entre parênteses os cenários otimista e pessimista).

Observem esta outra tabela:



Ela nos diz o quanto de carbono é deixado de ser emitido (durante a vida de uma pessoas) se a mesma tomar uma das ações presentes na primeira coluna. Bem, não precisamos falar muito. A tabela já diz muito! É importante ressaltar que este trabalho leva em conta valores individuais e não populacionais, isto é, para cada filho que uma mulher americana tenha, mais 9441 toneladas de carbono serão emitidas durante a vida da mãe. É o maior valor dentre os países analisados, é quase 7X mais que uma mulher chinesa, porém a população da China é muito grande, assim, no total, por mais que a criança americana gere mais CO2, a China pode emitir mais que os EUA na total.

Então, antes de achar que usando menos o seu carro, ou trocando suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes você estará fazendo a sua parte, pense na idéia de não ter filhos, ou somente 1! Mas se seu instinto de ter filhos fala mais alto, leia a música do Léo Jaime (Rock da Cachorrada):

"Troque seu cachorro
Por uma criança pobre
(Baptuba! Uap Baptuba!)
Sem parente, sem carinho
Sem rango, sem cobre
(Baptuba! Uap Baptuba!)
Deixe na história de sua vida
Uma notícia nobre...
Tem muita gente por aí
Que tá querendo levar
Uma vida de cão
Eu conheço um garotinho
Que queria ter nascido
Pastor-alemão"

Quero ver o Al Gore falar alguma coisa! O cara teve 4 filhos! Péssimo exemplo dado pelo rei dos ambientalistas!

Referência: Murtaugh, P.A. & Schlax, M.G. 2009. Reproduction and the carbon legacies of individuals. Global Environmental Change 19: 14-20.

terça-feira, 3 de março de 2009

Sobre adsense e blogs de ciência


Descobri hoje via twitter que o famoso blogueiro de ciência americano PZ Myers vai passar a ter uma coluna no jornal britânico de renome internacional "The Guardian". Na verdade ele não escreverá sozinho esta coluna. Além do biólogo-blogueiro, também foram recrutados um físico, um psicólogo, dentro outros. Cada um deles será responsável por uma coluna mensal, em um blog dentro do sítio do The Guardian.

Bem, com nomes de peso achei que valeria a pena a visita do novo blog. O conteúdo é bem interessante e vale a visita. Mas o que me motivou a escrever este post não foi a qualidade do blog. O motivo real foi um susto que eu levei quando entrei lá pela primeira vez (e que se mantem até agora no ar).





Reparem nos banners de propaganda na barra lateral e no topo do blog. Se você desconfia que tem algo de errado em uma revista que estampa na capa "Criação ou Evolução", você acertou em cheio. Não é só uma revista com um conteúdo criacionista tradicional (pseudociência de quinta categoria). É uma revista de ótima qualidade gráfica que é entregue de graça na sua casa com conteúdo criacionista tradicional. Então vamos refletir. Uma propaganda em um blog sobre ciência, no sítio de um dos jornais de mais prestígio do mundo. Você confiaria na fonte? Tenho certeza que 99,9% das pessoas confiariam. Ainda mais que você pode ganhar um livro de graça! Pessoas acreditam em qualquer bobagem na internet, imagina em algo dentro de um portal de pestígio. Pelo resumo do livro você já pode ter uma ideia do conteúdo. Tirei uma pérola dando uma olhada rápida no pdf do livro. Ele começa devagar, mas já mostra para o que veio.

"Evolucionistas exercitam a percepção seletiva quando olham para a evidência - como decidir se o copo está meio cheio ou meio vazio. Eles escolhem insistir mais em similaridades do que em diferenças. Fazendo isso eles te levam para longe da verdade da matéria: que similaridades são evidências de um designer comum atrás da estrutura e funcionamento das formas de vida."

Creation or Evolution? Página 32.


Uma pergunta simples seria..."Como o The Guardian deu espaço para uma propaganda deste tipo em seu blog de ciência?". O jornal não "deu espaço" para esta notícia específica. Ele apenas se rendeu ao senhor da internet mundial, aquele que não podemos citar o nome. O mais odiado e adorado. O Google. Este não é um problema apenas do blog de ciência citado acima. A maior parte dos blogs, principalmente do blogspot (serviço 'gratuito' do google), utilizam a ferramenta de propaganda chamada adsense. As vezes podemos ver vários banners de propaganda antes mesmo de um blog novo ter mais do que 1 post. As pessoas fazem isso porque ganham rios de dinheiro com o Google Adsense? Não, longe disso. Para ganhar dinheiro com adsense você precisa apenas de uma coisa: milhares de acesso. A maior parte dos blogs estão longe de terem centenas de acessos por dia. Desta forma fazemos propaganda praticamente de graça e, dependendo da sorte, apresentamos propagandas com um conteúdo bem questionável dentro dos nossos blogs. Esse problema se agrava quando estamos falando de blogs de ciência.

Como muito discutido no EWCliPo, blogs de ciência realmente nunca terão o mesmo número de acessos de blogueiros profissionais como o Cardoso e o Edney. Podemos procurar maneiras de aumentar nossos acessos, mas cair em certas armadilhas é muito fácil. Vamos falar de temas mais populares? Linguagem mais simplificada? Estes podem ser caminhos. Mas queremos isso para os nossos blogs ? Temos a ferramenta ideal, onde não estamos submetidos a ditadura da maioria dos canais de televisão. Publicação fácil de textos, alcance quase ilimitado. De certa forma, o lucro com blogs (através de propaganda) pode ser a morte prematura de uma ótima ideia. Não em blogs em geral, que visam apenas mais acesso e grana. Mas em blogs que visam o conteúdo, como os "blogs de ciência".

Podemos cair no mesmo erro da televisão aberta e da paga. Mesmo em canais que teoricamente não são tão pressionados pela audiência como o Discovery Channel, podemos ver o crescente e avassalador domínio da pseudociência e ambientalismo. OVINIs, espirítos e "termas verdes" são pautas recorrentes da programação. Um canal que tinha tudo para focar em ciência tomou um caminho bem diferente. Será que é pela qualidade da equipe? Talvez. Mas acho que nada é maior do que a pressão do público. Eles transmitem o que o público quer, o que dá audiência. Algo fora deste escopo acaba tendo baixa audiência, o que resulta em menos publicidade. Queremos passar por esta pressão da audiência?

Depois de refletir sobre tudo isso, resolvi fazer um adsensecídio. Como vocês devem ter percebido, o blog não apresenta mais propagandas de qualquer tipo. Pode não parecer nada demais, mas acho que é importante a reflexão em escala maior. Precisamos sim de leitores, pois sem eles a divulgação científica perde o sentido. Mas a qualquer custo?


Comecei essa discussão com o Charles e Água neste post do "Um longo argumento" e continuamos aqui em um post meu (ver comentários).

segunda-feira, 2 de março de 2009

Presidente do IPCC no roda viva

Hoje (02/03/09), o programa Roda Viva reapresentará a entrevista com Rajendra Pachauri. Rajendra é o presidente do IPCC (Painel intergovernamental de mudanças climáticas). Sendo que em 2007, o IPCC e o fanfarrão do Al Gore ganharam o prêmio Nobel da paz.

RAJENDRA PACHAURI

O IPCC não faz pesquisas científicas, isto é, não produz os dados utilizados em suas projeções. Para ser o mais imparcial possível, ele se utiliza dos dados da literatura científica mundial, deste modo, o que ele projeta é somente o que é consenso científico mundial. É claro que existirão opiniões contrárias e, até, possíveis erros, pois como sabemos (ou deveríamos saber) ciência não é a verdade, e sim um apanhados de hipóteses, alguns fatos e possíveis explicações para isso. Mas, na minha opinião, algo muito melhor que dogmas, mas isso deixemos para lá.

O IPCC faz parte do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) e da Organização Metereológica Mundial.

Vale muito rever essa entrevista, para quem puder, o programa começa às 22:10 na TV Cultura.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O que palestras de biologia e shows de rock tem em comum?


Ron Vale gig poster
"Como motores moleculares funcionam". Poster-convite para uma palestra. Crédito: gigpsforscis


Tudo, segundo o Departamento de biologia da universidade da Carolina do Norte. Eles convidaram uma dupla de designers para fazer posters de palestras realizadas pelo departamento. Até aí, nada demais. O diferencial estava em que não eram designers comuns. Eram especializados em fazer posters e camisas de bandas de rock. O resultado desta parceria você pode conferir aqui. Fica a ideia para congressos brasileiros. O público com certeza iria aumentar muito, somando os desavisados que gostariam de assistir ao show da banda "Ron Vale" como no poster que ilustra esse post.

Mais sobre os posters no sítio da revista The Scientist.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Darwin estava certo

Bem, parece que não fui só eu que fiquei decepcionado com a capa da revista de divulgação científica americana New Scientist sobre Darwin. O filósofo Daniel Dennett, o biólogo Richard Dawkins e dois outros autores também não gostaram nem um pouco de ver em uma revista de grande circulação internacional da frase "Darwin estava errado". Eles demostraram esta decepção em uma carta publicada na última semana pela mesma revista. Para entender melhor o problema, leia o meu post comentando o deserviço prestado pela capa infeliz da New Scientist.

Eles começam de forma bem forte: "O que vocês estavam pensando quando produziram uma capa gritante proclamando que 'Darwin estava errado'?". Os argumentos da carta são bem parecidos com a minha reclamação. Além de ser uma afirmação falsa, ela é sensacionalista. Não acrescenta em nada o que já era conhecido. As ferramentas recentes da biologia molecular não invalidam a idéia da árvore da vida. Ela aumenta a complexidade da árvore e a transferência horizontal em eucariotos ainda é um assunto muito polêmico para se tornar um fato consumado. É claro que dar a faca e o queijo na mão dos criacionistas não poderia ser esquecido nesta carta inflamada. Segundo os autores, "(...) horas depois da publicação, membros da secretaria de educação do Texas estavam citando o artigo como a evidência que os professores precisavam para ensinar 'fraquesas da evolução' inspiradas em criacionismo (...)".

Para terminar, Dennett, Dawkins e colaboradores reafirmam a infelicidade da última edição da New Scientist: "Vocês deram muito trabalho extra, desagradável para os cientistas cujo trabalho vocês deveriam estar explicando para público geral. Todos nós agora devemos tentar corrigir todo o mal-entendido que sua capa produziu".

Assino embaixo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Vantagens e desvantagens de ser uma planta



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- Ahhh. Você deve ter inveja.
- Porque?
- Fotossíntese! Você tem que andar por aí para conseguir comida, e eu só...fico aqui no sol.
- Ei, o que é aquilo ali?
- O que? O que é? O que ? Onde? Volte aqui e... Droga.


Não deixe de conhecer o Bird and Moon.