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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Fungos e remoção de exonfre de óleos crus


Stachybotrys sp. Fonte: Air Quality Environmental


Na última edição do periódico Industrial & Engineering Chemestry Reaserch, Shayegan e seus colaboradores descobriram uma nova espécie de fungo (Stachybotrys sp.) capaz de remover mais enxofre de óleos crus do que os tradicionais métodos. Esses métodos necessitam de elevadas temperatura (por volta 400°C) e altas pressões. Já os fungos realizam esta mesma tarefa a 30°C (temperatura ambiente) e na pressão normal de nossa atmosfera.

Este fungos foram isolados de amostras de solos que são freqüentemente contaminados com este tipo de óleo durante um trabalho para caracterizar a microfauna deste ambiente. Porém o mais impressionante é que esses fungos são capazes de remover 76% do enxofre do óleo pesado!

Realmente é um grande avanço para a biotecnologia este tipo de descoberta. Nossos tradicionais métodos químicos (extremamente consumidores de energia e danosos para o ambiente) estão sendo substituídos por metodologias menos agressivas e mais biológicas.

Fonte: Nature

sábado, 27 de setembro de 2008

Dedos limpos de ontem podem se tornar dedos sujos de óleo no futuro


Terça-feira, 3 de junho de 2008
"Dedos apontados contra o etanol estão sujos de óleo, diz Lula"
Fonte: Estadão






Terça-feira, 2 de setembro de 2008
"Lula: meter a mão no óleo foi sensação única"
Fonte: Terra



Nada como um dia após o outro...

Não tenho nada contra uma maior diversificação da matriz energética do Brasil, mas acho que essas duas frases do Presidente Lula mostram como Economia e Meio Ambiente percorrem caminhos contrários. Mesmo um presidente que tem a utilização de biocombustíveis como tema recorrente de sua plataforma política, a possibilidade de termos muito petróleo para queimar se torna um pecado quase impossível de ser colocado de lado.

Se o presidente Lula estiver lendo este texto, um bom investimento do dinheiro ganho com a extração de petróleo seria em energias renováveis, principalmente eólica e solar que tem grande potencial em nosso país. Fica aí a minha dica.


sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Petróleo financiando o meio ambiente?

A ministra Marina Silva propôs a criação de um fundo para a preservação do meio ambiente e combate ao aquecimento global. Entretanto, uma coisa me vem a cabeça: Petróleo para financiar proteção ao meio ambiente e combate ao aquecimento global?
A atividade de exploração do petróleo é uma das mais danosas ao meio ambiente, é só lembrar do desastre na costa da Rússia onde 1200 toneladas de petróleo vazaram depois que um petroleiro naufragou. Este é o exemplo mais recente entre vários desastres desse tipo. Além disso, a queima de combustíveis fósseis é uma das mais importantes fontes de CO2 para atmosfera. Mais uma medida do estilo morde e depois assopra criada para preservação ambiental.
Esse é mais um exemplo de do total descaso do governo com o meio ambiente, políticas compensadoras são as únicas tomadas. Temos que começar a pensar que a preservação do meio ambiente não deve ser uma ação dependente da poluição (poluir para depois remediar). Temos que procurar novas medidas de preservação pela preservação, pelo simples fato de que nossa sobrevivência e saúde depende de um ambiente saudável.




A Petrobrás ainda não sabe nem como nem quando vai começar a explorar o megapoço de petróleo de Tupi, mas a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, surpreendeu ontem (14 de novembro) a equipe econômica com uma proposta especial durante uma reunião convocada pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na reunião, para tratar do Plano Nacional de Mudanças Climáticas e preparar o governo para a 13ª Conferência das Partes da Convenção do Clima, marcada para o próximo mês, em Bali (Indonésia), a ministra propôs a criação de um fundo especial com parte do dinheiro da fartura de impostos e royalties que o governo federal vai arrecadar da indústria de exploração e exportação de petróleo.

O fundo serviria para financiar soluções de combate ao desmatamento e ao aquecimento global, contribuindo assim para a estabilização climática. Além da criação do fundo, ficou decidido na reunião que o governo vai formar um comitê interministerial só para propor soluções e, ao mesmo tempo, monitorar a execução de cada uma das medidas implementadas.

A criação do fundo com dinheiro dos royalties do petróleo não foi rejeitada - a descoberta de Tupi foi anunciada oficialmente na semana passada, e o poço pode ter entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de óleo.

O Estado apurou com dois dos ministros que participaram do encontro de ontem que o Planalto fez apenas uma ponderação: que antes de criar o fundo fosse constituído o comitê interministerial para que ficasse claro onde e como o dinheiro dos royalties será investido.

O Planalto vai continuar a discutir as propostas da ministra Marina Silva, mas a intenção é que o governo chegue com algumas decisões “concretas e surpreendentes” à reunião de Bali.

Há uma grande expectativa sobre o que os delegados brasileiros vão dizer na Indonésia porque, na abertura da Assembléia-Geral da ONU, em setembro passado, em Nova York, o presidente Lula disse que o enfrentamento dos problemas climáticos também é de responsabilidade dos países emergentes.
(O Estado de SP,15/11)

Fonte:
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=52283

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Substituição de gás por óleo pode piorar qualidade do ar

É um absurdo a postura da Petrobrás diante deste problema de falta de gás natural. Num momento em que discutimos o uso de energias alternativas, essa estatal retrocede no tempo.

A troca de combustíveis pode piorar a qualidade do ar e aumentar o efeito estufa. A solução encontrada pela Petrobras para a falta de gás terá outra vítima, além das indústrias e dos consumidores: o meio ambiente. Isso porque a solução encontrada para atender a demanda, a substituição do gás natural pelo óleo combustível, é mais poluente.


"O governo tem encorajado as indústrias, as termelétricas e os veículos a abandonar o óleo combustível pelo gás natural por razões ambientais", afirma José Goldemberg, professor do IEE (Instituto de Eletrotécnica e Energia) da USP. "Só que agora estão buscando uma solução que contraria os avanços dos últimos dez anos. Os impactos ambientais serão grandes."

Segundo Goldemberg, quem pagará esse preço extra será o consumidor, com ar de pior qualidade e aumento do efeito estufa. "O governo não pode resolver o problema às custas do meio ambiente."
(Folha de SP, 1/11)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Rio sedia conferência do IPCC sobre aquecimento global

Na próxima quinta (25/10) e sexta-feira, o Rio de Janeiro irá sediar conferência sobre mudanças climáticas globais. Esta será promovida pelo IPCC (Painel intergovernamental sobre mudanças climáticas), e discutirá as conclusões apresentadas pelos relatórios disponibilazados por essa instituição e a influência destas mudanças no Brasil.
Serão abordados assuntos como biocombustíveis e novas tecnologias de seqüestro de carbono, além disso, tecnologias de redução das emissões de gases estufa. Os principais resultados serão agrupados num documento que será levado para Bali em dezembro, pois lá representantes dos mais de 180 países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima se encontrarão para discutir metas e políticas para a redução da emissão de gases do efeito estufa no período pós-2012, quando termina a vigência do atual Protocolo de Kyoto.
Estas iniciativas são de grande importância para o Brasil, ainda mais no momento em que as políticas públicas de energia tem como segunda opção como fonte de energia as termoelétricas movidas a carvão. Parece coisa de outro mundo, pois o Brasil é um oásis para a produção de energias renováveis como a solar e a eólica. Entretanto, com desculpa do custo do megawatt ser mais caro para esses tipos de geração de energia , o governo promove licitações de construção de hidrelétricas (que emitem grandes quantidades gases estufa como metano, além de distruir grandes áreas de floresta nativa) e termoelétricas (as quais liberam quantidades gigantescas de CO2 pela queima, em grande parte, de carvão). Nestas situações, me pergunto aonde anda nossa ministra do meio ambiente? Ou melhor, aonde andam todos os órgãos e ongs ligados ao meio ambiente?
Nada é feito, pelo contrário, o Brasil está retrocedendo no combate ao aquecimento global em nome do crescimento econômico baseado na exportação de commodites (etanol, minério, frutas, e outros). É um absurdo!

(fonte: Jornal da Ciência)

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Somente cortando 60% das emissões de gás carbônico até 2050 para tempertura não subir mais de 2 graus centígrados no final do século

Pesquisadores da Universidade de Victoria (Canadá) estimaram que a humanidade deve reduzir sua emissão de CO2 para atmosfera em 60% para que a temperatura global não suba mais de 2 graus. Sendo que, com essa redução estaríamos adiando o problema pr mais um século. O objetivo principal seria diminuir em 100% até o final do século para que este cenário não se realize. Essas novas metas foram feitas com o uso de novos programas de modelagem clmática que levam em conta a participação do oceano no clima global.
Os pesquisadores comentaramo papel pouco relvante do protocolo de Kioto, o qual tem meta de 5% de redução em relação as emissões de 1990. Qualquer redução seria bem vinda, entretanto, esses 5% não ajudarão em muito coisa o nosso planeta.
Cada dia que se passa, as pesquisas mostram para gente o quanto a situação é mais perigosa do que parece. E mesmo assim, nada efetivamente é feito para se reverter a situação. O homem só vai cair em si quando o mal começar a atingir diretamente sua qualidade de vida das epssoas mais ricas da sociedade, porque, por enquanto, somente os mais pobres vão sofrendo (vide as guerras no Sahel entre caponeses e nômades devido a seca interminável).
Agradeço o meu amigo Luiz Bento pelas dicas de reportagens coentadas no blog.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Concentração de gases do efeito estufa já chegaram a 455ppm em CO2 equivalente em 2005

Tim Flannery, autor australiano do livro Os senhores do clima, diz ter tido acesso aos dados do relatório do IPCC que vai ser publicado em novembro. Tim revelou que a concentração de gases estufa chegaram a 455ppm em gás carbônico equivalente em 2005. Tal concentração deveria ser alcançada somente daqui a mais ou menos 10 anos.
Realmente, a situação está pior que o imaginado. Atingimos um limiar onde a probabilidade de eventos climáticos catastróficos será maior. E ainda estamos tentando diminuir as emissões de CO2, nós deveríamos estar é tendo introduzir tecnologias de seqüestro de carbono da atmosfera. Não adianta mais adiar, temos que agir para que esta situação mude e, assim, sofrermos menos com a nossa ignorância, pois, de qualquer modo, o mal já está feito e muitas pessoas morrerão por causa disso.
Aconselho a todos que puderem comprar o livro de Tim. É um livro de fácil leitura, mas nem por isso passa superficialmente sobre todos os assuntos ligados a mudanças climáticas e aquecimento global.

(fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2007/10/09/298070885.asp)