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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Países desenvolvidos: Maiores emissores de gases estufa e ainda se dão bem!


Os EUA foram por muito tempo os maiores emissores de gases estufa para atmosfera. Junto com os países que passaram pela revolução industrial dos séculos XVIII e XIX, podem ser os responsáveis pela intensificação do efeito estufa no planeta. Isto é batido. O papel de cada país industrializado é bem sabido. O problema é global.

Entretanto, estudos realizados pela equipe do cientista atmosférico Darryn Waugh chegaram a conclusões impressionantes e, por incrível que pareça, injustas! Através de modelagens de dinâmica atmosférica e transferência de energia observaram que a parte mediana do hemisfério sul sofrerá uma diminuição das taxas de produção de ozônio, atrasando a recuperação da camada do referido gás sobre esta parte do planeta.

Esta foi a parte impressionante da conclusão, a injusta vem agora. Na parte mediana do hemisfério norte (EUA, Canadá e Europa), o padrão é inverso. Lá as taxas de produção de ozônio na estratosfera estão aumentando, havendo assim uma recuperação mais rápida desta camada sobre esta parte norte do planeta. Mas o que existe de injusto nisso? Vocês me perguntam. O injusto é que estes padrões de recuperação acelerada e retardada se devem ao aumento de CO2 e outros gases estufa na atmosfera. Com o aumento, padrões de circulação global de ar foram alterados. Assim, a estratosfera sobre o hemisfério norte está ficando mais gelada, diminuindo a degradação do ozônio. Já na parte sul do planeta, a estratosfera está mais quente, prejudicando a recuperação da camada de ozônio.


Volta de uma prainha no feriadão


Assim, além de gerarem um problema global, os países desenvolvidos podem aumentar as taxas de incidência de câncer e problemas oculares nos habitantes do hemisfério sul. Pois a camada de ozônio, como bem sabemos, funciona como um filtro solar para nosso planeta diminuindo a incidência de raios UV-B na superfície terrestre.

Eles causam o aumento da temperatura do planeta e nós tupiniquins saímos com menos roupas e frequentamos mais nossas praias. Assim ficaremos por mais tempo sujeitos ao câncer de pele, por exemplo, pois nossa camada de ozônio vai demorar mais tempo para atingir sua espessura normal (antes da invenção dos gases CFC's). Malditos yankes! Prejudicam até nosso lazer!

Fonte: ScienceNOW

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Buraco na camada de ozônio aumentou 2 milhões de quilômetros quadrados em 2008

Buraco na camada de ozônio em 7/10/08. Créditos: KNMI/ESA

O ozônio (O3) é um constituinte natural da atmosfera terrestre e na estratosfera forma uma camada que evita a entrada de altos níveis de radiação ultravioleta, funcionando como um escudo. Gases originados pelo produto antrópico CFC (clorofluorcarbono) acabam reagindo com o ozônio, destruindo parte desta proteção natural. Mesmo sendo proibidos deste 1987, uma fração destes gases ainda se encontram na atmosfera.

Uma parte do meio acadêmico defendia que a camada de ozônio estava em plena recuperação devido aos números positivos dos últimos anos, culminando com a diminuição do buraco em 4 milhões de quilômetros quadrados entre os anos de 2006 e 2007. Mas as medidas realizadas este ano mostram que o processo não é tão simples. O aumento registrado pela Agência Espacial Européia é de 2 milhões de quilômetros quadrados, chegando ao total de 27 milhões, próximo ao registrado em 2006. Mas calma ambientalistas, o mundo não está perdido.

O aumento ou diminuição da camada de ozônio depende muito de fatores meteriológicos regionais, fazendo com que esta sofra uma forte variação interanual. Isto quer dizer que apenas com mais estudos de longa duração poderemos ver se há realmente uma recuperação ou deteriorização da camada. A situação mais preocupante neste caso é que os principais fatores que influenciam tanto o tamanho do buraco quanto a espessura da camada de ozônio são a temperatura e a dinâmica atmosférica. Desta forma, alterações na atmosfera terrestre decorrentes do aquecimento global podem causar grandes diferenças na camada de ozônio, sendo portanto de extrema importância um monitoramento contínuo destes fatores.

Como grande parte das coisas em ecologia, tanto a falta como o excesso pode ser tornar um problema. Um estudo da Royal Society, a agência nacional de ciências britânica, mostra que houve um aumento de aproximadamente 2 p.p.b. (partes por bilhão) por década desde 1980 das concentrações de O3 no nível do solo, chegando a valores muito perigosos de 35-40 p.p.b. na maior parte das cidades industrializadas do mundo. Ao nível do solo, o ozônio é um forte poluente, sendo prejudicial tanto a nossa saúde (causando vários problemas respiratórios) quanto para a vegetação. Sua ação em plantas é devido ao seu forte poder oxidante, o que pode causar a necrose de tecidos internos das folhas após a passagem pelos estômatos. Este impacto normalmente ocorre quando as concentrações de ozônio chegam a 40 p.p.b. As principais fontes antropogênicas dos percussores de ozônio na troposfera são escapamento de veículos, indústrias e solventes químicos.

O estudo diz que o prejuízo em plantações da União Européia foi estimado em U$ 9 bilhões, devido a este problema. Se todas todas as legislações atuais forem respeitadas, as previsões são de que as concentrações de ozônio até 2050 devem sofrer uam queda de 15 p.p.b. Mas tal queda não é esperada para países em desenvolvimento, onde o aumento pode chegar a 3 p.p.b. até mesmo ano.

Alguma proposta de transferência do ozônio da troposfera para a estratosfera, salvando assim o nosso planeta do colapso? Talvez será o próximo trabalho do Lovelock ...