Parasitas (vírus, bactérias, protozoários, fungos e animais) são organismos muito pequenos mas que podem ter uma importância muito maior da figura tradicional feita por ecólogos de cadeias e teias tróficas. O nosso clássico predador de topo da áfrica pode apresentar mais de 30 espécies de vermes parasitas em seu corpo, além de outras mais de bactérias, vírus e protozoários. Outros estudos mostram que a biomassa destes parasitas pode ultrapassar a biomassa de predadores em alguns ecossistemas, chegando até a ser 20 vezes maior.
Com toda esta importância ecológica, a incorporação destes organismos em modelos de teias tróficas pode alterar de uma vez por todas a péssima imagem que os parasitas têm para nós humanos. Eles, além de poder controlar a relação entre a população de predadores e presas em um determinado ecossistema, por serem relativamente frágeis podem se tornar ótimos indicadores ambientais. A baixa biomassa ou inexistência de parasitas em um ambiente pode indicar que este encontra-se em estágio avançado de degradação. Eles são considerados organismos bioindicadores.
Dentre os parasitas citados por Carl Zimmer neste artigo, os que mais me intrigam são os personagens quase invisíveis, vírus e bactérias. Tenham certeza que estes serão personagens recorrentes deste blog.